Pular para o conteúdo principal

Querer NÃO é poder!

"A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte..."
(Titãs/
Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto )


     Outro dia conversando com uma colega sobre nossos alunos, ela fez uma brincadeira na qual me despertou para algumas questões de nossa sociedade atual. A conversa era sobre o domínio da Língua Portuguesa, e a professora disse: “Eles (alunos) conjugam muito bem os verbos PODER e QUERER, preferencialmente na primeira pessoa do singular.” Rimos e concordamos em uníssono.
     Mais tarde parei e me perguntei: O que eles podem? O que eles querem? 
    O poder é tão vasto e complexo que vou deixar para a Constituição, a religião e a família responder; limito-me a falar do querer. Mesmo porque não é um verbo exclusivo da linguagem juvenil.
    Desde os primórdios a humanidade não se limita em suprir suas necessidades, que por sinal são as molas propulsoras do progresso. Ghandi já dizia: “Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas, não há o suficiente para a cobiça humana.”
    Arnaldo Antunes dá uma amostra em sua música de que ele quer mais, mas o que nós queremos? Existe um limite para o querer? Quando deixa de ser necessário e passa a ser supérfluo?
    Duas décadas atrás se vivia bem sem internet, e hoje? Não falo de Google, Facebook e afins, falo de uma esfera maior (útil) como bancos, escolas, NASA, etc...
   O homem tem criado novas necessidades que passam ser tão fundamentais e necessárias até mesmo para sua sobrevivência.
   Então o que “coloco em xeque” aqui não é o QUERER, mas o que se tem feito pra suprir esses desejos.
   O pensamento e a consciência são frutos da necessidade, mas alguns agem irracionalmente em nome de um querer imediato. A psicologia define esse comportamento como a “incapacidade de adiamento de prazer”.
   Muitos de nós trabalhamos 8 a 12 horas diárias e continuamos com dívidas e financiamentos a perder de vista. Devemos então refletir: Quero, mas posso?
Se dizem que posso, qual a conseqüências desse poder que me é oferecido?
   Um amigo da família brinca dizendo: “O dinheiro de comprar fiado nunca acaba.” E há muita verdade nisso, hoje o poder de compra está “democratizado”, em muitas lojas e financiadoras não é exigido comprovante de renda ou até mesmo consulta aos serviços de proteção ao crédito (SERASA).  Ou seja, você pode estar endividado, desempregado e ainda aumentar seu saldo devedor. Só espero que não te vendam uma corda fiado, pois suicida não paga as contas.
   Pode até ser um chiste de mau gosto, mas as dívidas tem sido sim uma das causas de doenças emocionais. Quem está endividado se sente prisioneiro, humilhado e fracassado, mesmo o mais “caloteiro” da praça não usufrui de paz interior.
   Finalizo afirmando que não há nada de errado no querer, mas sugiro que avaliemos melhor como poderemos saciar ou não esses desejos.

Acima de tudo o que tenho, e quero, está o que SOU!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Calça pantalona: O retorno

Na década de 1970, as calças pantalonas estavam nas ruas. Katharine Hepburn já usava esse modelo de calça nos anos 1930. A calça foi adotada pelos hippies e também foi parar nas pistas de dança ao fim da década, na fase disco. A pantalona tem as pernas largas desde cima o que difere da calça boca-de-sino (hoje flare), que começa a abrir a barra a partir dos joelhos. Esse modelo de calça pode ser encontrado com estampas e também em versão colorida. Nas versões estampadas corre-se o risco de visualmente aumentar o quadril. Use uma camiseta sequinha para não brigar com a estampa da calça. Não tenho dúvida que calça pantalona fica melhor nas magrinhas, mas eu não resisto e em breve farei um post com a minha.

Decorar com bastidores

Gente eu amo decoração com detalhes artesanais e me apaixonei por bastidores na parede então selecionei algumas imagens para nos inspirar.

Um dia de merda

Aeroporto Santos Dumont, 15h30min, senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. "Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo." O avião só sairia as 16h30.  Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: "Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro."  Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, ...